Passo 1 — Descubra o que o governo já pagou

Todo resultado de licitação é público: o PNCP registra o preço homologado, o órgão comprador e o fornecedor vencedor. Antes de qualquer conta, veja os últimos valores vencedores do seu produto em preços homologados por categoria — grátis, sem login. Atenção à unidade de medida e à quantidade: 10.000 unidades a R$ 0,89 e 50 unidades a R$ 2,10 são mercados diferentes, não preços comparáveis.

Passo 2 — Calcule seu custo real

Some custo do produto, frete até o órgão (muitos editais exigem entrega parcelada), impostos do seu regime (MEI, Simples), embalagem e o custo do seu tempo com a burocracia. O que sobrar entre esse total e o preço de referência do edital é a sua margem de manobra nos lances.

Passo 3 — Defina seu piso antes do pregão

No calor da disputa de lances é fácil descer demais. Defina antes: o lance mínimo abaixo do qual você não vai, mesmo que perca. Um contrato vencido abaixo do custo obriga você a entregar no prejuízo — e inadimplir contrato público gera sanção e registro. Entenda a dinâmica em como participar de pregão eletrônico.

Passo 4 — Use a mediana como bússola

Com uma série de preços homologados, a mediana diz onde o mercado fecha de verdade. Propostas muito acima raramente vencem; muito abaixo levantam suspeita de inexequibilidade e podem ser desclassificadas. Assinantes do LicitaIntel veem a mediana e a faixa saneada por unidade de medida no Preço Certo, direto da licitação que estão analisando.

Dica para MEI

Se você é MEI, confira também os benefícios da LC 123/2006 — empate ficto e certames exclusivos aumentam sua chance real de vencer sem precisar dar o menor lance absoluto. E lembre do teto anual de faturamento ao dimensionar quantos contratos assumir.